31/12/2007
Bem-vindos a 1978!
O Fantástico não teve descanso na virada de 1977 para 1978! O dia 1º de janeiro caiu num domingo e, de cara, o Fantástico apresentou as tradicionais profecias dos astrólogos para o ano que começava. Entre erros e acertos, eles previram problemas de saúde para o Papa Paulo VI (que morreu em agosto de 78, de ataque cardíaco) e crise no casamento de Pelé (acabou se separando de Rosemeri Cholbi naquele ano). Mas também erraram feio quando disseram que Fidel Castro rasparia a barba para um comercial de TV. Confira em vídeo estas e outras profecias.
Mas o Fantástico também abriu espaço para o povo fazer as suas previsões para o novo ano. Uma pesquisa indicava que 70% das pessoas achavam que 78 seria melhor do que 77. Será que foi mesmo?
31/12/2007
Retrospectiva musical
Era o primeiro dia do ano, mas o Fantástico ainda lançava um último olhar sobre 77. E o programa fez isso de forma diferente. Apresentou os números musicais de dois em dois. Primeiro, foi a vez de quem havia se destacado em 77: Alcione e Ivan Lins deram um salto artístico, segundo o programa. Ela cantou “Pedra que não cria limbo”, de Veve Calazans e Nilton Alecrim; e ele foi de “Dona Palmeira”, dele e de Vítor Martins.
Foi um ano também de novidades e redescobertas no meio musical. Cartola finalmente foi aclamado pelos críticos e apreciado, sem preconceitos, pelos mais jovens. No Fantástico, ele apresentou uma de suas mais belas composições: “O mundo é um moinho”. Também foi o ano do aparecimento da alegria, do humor e da descontração das Frenéticas, que cantaram “Tudo bem, tudo bom? Ou mesmo até...”, de Ronan Soares, Rubens Quieroz e Liminha.
A outra dupla foi responsável por grandes vendas e shows disputadíssimos em 77. Simone cantou “Face a Face”, de Suely Costa e Cacaso, enquanto Belchior entoou a sua “Coração selvagem”.
31/12/2007
Glória Maria e Fantástico, história antiga
Glória Maria participou do primeiro programa de 78 colhendo um emocionante depoimento de uma mulher separada.
31/12/2007
Eletrocardiograma por telefone
A cena era bem estranha. Mas aquele cara com o telefone no peito no início da reportagem não estava louco. Ele era apenas mais um dos pacientes com acesso ao eletrocardiograma por telefone, uma novidade que acabava de chegar ao Brasil.
31/12/2007
Campeonato de bugre
O ano acabou a toda velocidade para os participantes do campeonato de bugre da Califórnia. Ali, nem sempre chegar na frente era o objetivo. Manobras radicais também valiam ponto. Confira!
31/12/2007
O último dia do ano não é o último dia do tempo
Sérgio Chapelin encerrou o primeiro programa do ano com trechos de um lindo poema de Carlos Drummond de Andrade: “Passagem de ano”. Veja o vídeo e confira abaixo o poema completo:
O último dia do ano
Não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
E novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção,glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida, o recurso de Kant e da poesia,
todos eles... e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
a vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.